terça-feira, 22 de março de 2011

MÚSICA PARA OS OUVIDOS - O PODER DA AUDIÇÃO

Durante o ensaio de uma orquestra o maestro interrompe intempestivamente a execução da sinfonia para dar uma bronca em um dos violinistas: “ Você desafinou levemente no segundo Dó do compasso 43!”. Como ele fez para reconhecer, no meio de tantos músicos, apenas um que desafinou ligeiramente? Além da localização sonora, que praticamente todos temos, existem algumas pessoas que possuem uma habilidade extraordinária de reconhecer a freqüência fundamental de um som (altura, ou ainda pitch, em inglês) sem a necessidade de um som de referência. Essa habilidade, muito rara (provavelmente presente em menos de 0,01% da população), é denominada “OUVIDO ABSOLUTO”.
É interessante comparar essa habilidade com o reconhecimento absoluto da cor sem comparação com padrões. Reconhecer o vermelho, por exemplo, é uma habilidade comum em aproximadamente 98% da população (excetuando apenas 2% daltônicos em algum grau). Por outro lado, o sistema auditivo tem uma incrível capacidade de comparação de alturas, que não tem similar em outros sentidos. Quase todas as pessoas conseguem dizer se um tom é mais agudo ou mais grave que outro, e após algum treino, podem-se reconhecer intervalos entre tons com variados graus de precisão. No entanto, nós não conseguimos julgar se uma cor tem o dobro da freqüência de uma cor de referência, por exemplo.
Apesar de ser objeto de estudo há muitos anos e das diversas teorias já propostas, os cientistas ainda não foram capazes de entender completamente o “ouvido absoluto”. Na realidade, apesar de anos e anos de pesquisas ainda não se sabe ao certo como o nosso ouvido é capaz de discriminar tantas freqüências com tanta precisão e velocidade, e muitos fenômenos auditivos, conhecidos como ilusões acústicas (como o mistério da “altura fantasma”, por exemplo), permanecem ainda sem uma explicação definitiva. Assim como esses, outros fenômenos peculiares da nossa audição seguem intrigando os pesquisadores da área (e qualquer curioso que pare para pensar sobre a incrível acuidade e versatilidade do sistema auditivo).
Além da altura, somos capazes de identificar a intensidade e o timbre (qualidade) de um som e a localização da fonte sonora. Partes das funções da audição são realizadas no órgão periférico auditivo. O som que chega na orelha é conduzido até a cóclea, que o transforma em impulsos elétricos. O sistema nervoso central tem um papel decisivo no processamento desses dados, que são avaliados, filtrados e reoganizados até adquirirem significado.
E de que mais o sistema auditivo humano é capaz? A orelha responde a estímulos de pressão sonora que variam enormemente. A potência de um som muito forte pode chegar a ser doze ordens de grandeza superior que a do som mais fraco que podemos ouvir. O sistema auditivo ainda inclui um engenhoso sistema de proteção contra pressões sonoras elevadas (mas não suficientemente eficaz para evitar perdas auditivas por exposição a sons mais intensos que os encontrados na natureza). O intervalo de freqüências que ouvimos varia muito entre as pessoas, mas em geral considera-se que o ser humano é capaz de ouvir sons entre 20 e 20.000 Hz, embora a sensibilidade varie bastante com a freqüência. Em algumas freqüências as vibrações do tímpano chegam a ter amplitudes da ordem atômica, e mesmo assim conseguimos identificar o estímulo!
Outra qualidade interessante do sistema auditivo é a seletividade. Dos sons misturados de uma orquestra somos capazes de selecionar o som de um único instrumento. Em um ambiente barulhento, com muitas pessoas falando simultaneamente, é possível focar a atenção em um único interlocutor. E, mesmo durante o sono, uma mãe (ou pai, se for mais atento!) pode responder a um leve soluço de um bebê, mas não acordar com um temporal. Conseguimos “filtrar” sons neutros, como o barulho de uma geladeira, ou do ar-condicionado, mas reclamar do som de uma torneira pingando, por exemplo.
O sistema auditivo humano é complexo em sua estrutura e impressionante em seu funcionamento. A possibilidade de escutar, analisar, interpretar, reconhecer e processar informações sonoras como parte do processo de comunicação é uma característica peculiar que devemos aprender a admirar e preservar. E para os cientistas representa ainda uma vasta área para explorar e entender.
M. Knobel - UNICAMP

quarta-feira, 9 de março de 2011

NADA DURA PARA SEMPRE!

Muitas vezes falamos que isso é para sempre, que essa amizade é para sempre, que esse amor é para sempre, enfim, por mais que queremos, nada é para sempre, nem mesmo nós somos!

Queremos que o sempre nunca tenha um fim, que aquela magia continue "sempre", mas o sempre nunca vai ser sempre, ele tem que ter um fim. Suas amizades não vão ser sempre as mesmas, no futuro, novos amigos virão; sua personalidade vai crescer e você nunca vai ser sempre o mesmo.

Pra piorar, às vezes sofremos por fazer coisas que não deveríamos, mas quando vemos, aconteceu: Amar quem não nos ama, querer quem não nos quer, desejar o que não podemos ter...
Em geral, essas situações parecem que nunca vão passar...

Mas o tempo vai passar, sua vida irá mudar e o que era "sempre" vai sair da sua vida automaticamente. Você vai perceber com o tempo que o "sempre" que você falava no passado não está mais presente junto a ti, sua vida mudou e é diferente do que era a alguns anos atrás...

Assim é a vida!

Aprendemos a vivê-la com o tempo, com erros e percebendo que com a facilidade que as pessoas entram na sua vida, elas saem. Então esqueça o "sempre", simplesmente aja como se as coisas da sua vida renovassem a cada ano.

Enfim, certo estou de que nunca irás sentir minha falta, embora eu ainda sinta a sua.
Mas saudade passa, amor passa, solidão passa, demora, mas passa.

Um dia tudo passa, por que afinal NADA DURA PARA SEMPRE!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

NADA SE CRIA, TUDO SE TRANFORMA... OU SE COPIA?!

Tenho observado os adolescentes em seus comportamentos: estilo de música, trajes, cabelos, enfim, tudo o que é pertinente a está fase da vida deles.
E, fazendo isso, não tive como deixar de fazer algumas comparações com a minha época de adolescência (quero deixar claro que não faz muito tempo... rsss).
Algumas coisas realmente são novidades, por exemplo, a interação virtual que se deu com o crescimento da informática, a informação com maior acesso, games, telefonia...
Bom, sou do tempo do Atari, televisões com programas infantis, existiam também bandas e cantores infantis... Afff, deixa pra lá, não é bem disso que quero falar, acho que to ficando saudosista, embora eu tenha gostado muito da minha fase infanto-juvenil, tenho certeza que parte do que sou, deve-se a vivencia deste período.
Agora, voltemos ao foco... Tirando as tecnologias e descobertas científicas dos últimos anos na transição de século, na moda e na música, o que temos de novidades?!!
Eu disse que tenho observado a garotada, várias tribos e, notei que, o que um dia foi estilo de vida, hoje não passa de moda sazonal!!
Na música, bom, poucas coisas apareceram que nos permitem dizer “óhhh... que diferente!”, na moda... pasmem!!! Nada de novo, aliás, a expressão “Retro”, nunca foi tão usada como tem sido hoje... Ah tem mais uma “Repaginação”... Nem a nova MPB tem sido tão interessante, salvo algumas cantoras e cantores, (algumas cantoras fica difícil dizer quem é quem), nossa, até na MPB Clássica!!!
Mas, quer saber? Eu acho interessante isso, aliás, é hilário, ou seria triste?! Vi outro dia uns garotos cantando na TV, não me lembro o nome da banda, pois todas elas se parecem, ou seja, os mesmos riffs de guitarras, as letras semelhantes, enfim, são como grupos de pagode, axé e um tal de sertanejo universitário, ouviu um, ouviu todos (e olha que eu até gosto de música do campo, mas a de raiz). Bom, essa banda parecia uma atração circense de tão colorida (rsss), notei que ela influencia muitos garotos que colorem os cabelos e tudo o que tem direito, que acham que estão inovando ou lançando uma nova moda (tadinhos), acho que nunca ouviram falar em David Bowie, Cyndi Lauper, Boy George... e por aí vai...
Enfim, pouquíssimas coisas interessantes surgiram... MEU DEUS TUDO É RETRO!!!
Bom, tudo isso que falei foi baseado na moda e música secular, no entanto, a música gospel no Brasil, em relação à minha época melhorou muito, acho que um pouco se deve ao comportamento das igrejas, de seus líderes (alguns) terem revistos seus conceitos com relação aos usos e costumes, caprichos e em alguns casos até hipocrisia denominada doutrina, mas num é disso que quero falar...
O que quero dizer é que a música evangélica tornou-se mais popular, isso fez com que as técnicas e, portanto, os músicos que a fazem, procurassem estudar mais, buscarem maiores conhecimentos... Porém, nada é perfeito (infelizmente), as pessoas pecam por excesso, alguns grupos até começaram bem, porém, ao conseguirem algo, repetem tanto isso que acabam enjoando quem ouve, há casos que a música parece um “mantra”!!! Sério!!! E aí você começa a achar que este grupo que estava indo tão bem, é limitado, está patinando, não consegue ir além (tecnicamente falando).
Vendo tudo isso, eu me lembro da Lei da Conservação das Massas... Se eu to ficando louco?!!
Claro que não!! Lebram do que ela diz? Resumidamente:Não se pode criar algo do nada nem transformar algo em nada (Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma). Logo, tudo que existe provém de matéria preexistente, só que em outra forma, assim como tudo o que se consome apenas perde a forma original, passando a adotar uma outra.”
Mas gente, sinceramente, o que eu tenho visto ultimamente, não tem nada de transformação... Trata-se de cópias mesmo!!!

Valew galera, até o próximo post...